segunda-feira, 27 de março de 2017

Fracassam manifestações pelo país


A manifestação convocada pelos grupos Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua ficou aquém das expectativas dos organizadores. Em todo o Brasil houve baixa adesão aos protestos capitaneados pelas duas organizações — cidades em pelo menos 19 estados e no Distrito Federal registraram manifestações.

Na orla da praia de Copacabana, na altura do Posto 5, foram poucos os presentes que empunharam bandeiras e cartazes, além de gritar palavras de ordem contra a corrupção e em apoio ao juiz Sérgio Moro. Prevista para durar quatro horas, a marcha acabou mais cedo, cerca de duas horas depois de ter sido iniciada.

Vestidos com as cores da bandeira nacional, os manifestantes se dividiam entre os quatro carros espalhados pela orla da praia de Copacabana. Grande parte das pessoas reivindicava assuntos ligados à política nacional. Clarissa Pereira, 36, bancária, empunhava um cartaz escrito: “Não ao foro privilegiado”.

Quem também participou da manifestação na praia de Copacabana foi o deputado federal Jair Bolsonaro. Aclamado pelos poucos manifestantes, ele chegou a subir em um dos carros de som para discursar.

“Não vamos deixar isso aqui virar Cuba ou Venezuela. Lugar de bandido é na cadeia”, esbravejou. O deputado ainda ressaltou um projeto de lei de sua autoria que prevê, juntamente com o voto eletrônico, a emissão de comprovante impresso de votação. Segundo ele, a ação evitaria fraudes.

“Vim para defender a Lava Jato. Não aguento mais a corrupção no nosso país. Estão querendo paralisar a operação e isso não pode acontecer, temos que vir para rua”, reclamou Luiz Felipe Lopes, 49, que trabalha no mercado financeiro e foi à manifestação acompanhado da família.

Além do apoio ao juiz Sérgio Moro e ao combate à corrupção, alguns manifestantes presentes à manifestação na praia de Copacabana também deram espaço à nostalgia. Um pequeno número de pessoas chegou a usar o brasão da família real brasileira e pediu a volta da monarquia.

O Dia

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